segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Da linguagem, poema de Hildeberto Barbosa Filho




Meu código
de ira e de uivos
combina signos
perfumados,
sintaxes inauditas.

Na minha frase faz
o tempo vertical.

Meu idioma
é a sobra das coisas
arruinadas.

A poesia bruta
da vida e sua imagens
fraturadas.

Os violinos da morte
numa sinfonia
inacabada.


Hilberto Barbosa Filho publicou Nem morrer é remédio (poesia reunida), pela Editora Ideia, de João Pessoa. Hildeberto reúne aqui todos os livros de sua brilhante carreira.